Colonialismo Digital: O que fazemos com nossos legados?

“Com ou sem herança material, todos nós – simplesmente todos – recebemos um legado e construímos outro. Isso significa que, por um lado, que introjetamos em nosso ser valores culturais simbólicos éticos, estéticos e morais compartilhados socialmente e, ao mesmo tempo, somos passíveis de sermos lembrados pelo registro da nossa existência, através de nossas imagens, palavras e atitudes, que podem ser eternizadas devido ao avanço das diferentes tecnologias informacionais.

Quando perguntamos a nós mesmos sobre o que fazemos com nosso legado, encaramos o passado que não podemos mudar, mirando o futuro, mas nos posicionamos no tempo presente, conscientes de que o futuro será exatamente como é o agora se não fizermos nada para mudar”.

Esse é um trecho do prefácio que escrevi para o Livro Colonialismo Digital: por uma crítica hacker-fanoniana, de Deivison Faustino, doutor em Sociologia e Professor do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Políticas Sociais da Universidade Federal de São Paulo e de  Walter Lippold é doutor em História e pesquisador do Núcleo Reflexos de Palmares, investigando os fenômenos do colonialismo digital e do hacktivismo. Pesquisa a obra de Fanon e a História da Argélia.

Esse foi o primeiro prefácio que escrevi e confesso que foi bem desafiador. Fiquei provocada em produzir  um texto que instigasse à leitura, desde a primeira linha, motivo pelo qual escolhi começar com uma pergunta. O livro descortina o conceito de Colonialismo em uma de suas facetas mais perversas, a racialização, e isso é feito com relatos factuais e cuidado teórico, mostrando-nos que compreender o funcionamento do Colonialismo Digital  interessa a pessoas imersas no mundo das tecnologias, ou seja, a todos nós, porque:

Se os autores estiverem corretos em sua prospecção e hipóteses, o colonialismo digital – tratado em minúcias no livro – não é um eufemismo ou metáfora de poder, mas uma tendência objetiva da divisão social e racial do trabalho no capitalismo contemporâneo com poder de intensificar a um patamar jamais visto as formas de exploração e opressão.
Este diagnóstico não significa, no entanto, razões para pânicos distópicos e imobilizadores mas, ao contrário, convida-nos a um debate, cada vez mais incontornável, a qualquer projeto societário que almeje se contrapor à atual barbárie social.

(trecho do release de divulgação do Livro Colonialismo Digital: por uma crítica hacker-fanoniana )


Quem se interessar, ainda pode adquirir o livro em pré-venda pelo link: https://www.cienciasrevolucionarias.com/pagina-de-produto/colonialismo-digital-deivison-fau
stino-e-walter-lippold

 

 

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